"TravancAlternativa"

Aqui encontramos um novo espaço de fórum sobre a realidade da nossa terra. Uma nova forma de encarar a vivência de Travanca, onde todos poderão intervir, elogiar, criticar tudo o que vai sendo feito, ou talvez não! Aqui estará vertida ainda a visão dos eleitos do Partido Socialista para a Assembleia de Freguesia de Travanca sobre a actuação do novo poder autárquico eleito em 11 de Outubro de 2009.

domingo, 15 de setembro de 2013

Em fim de mandato...




Na reta final do atual mandato autárquico faço uma retrospectiva dos últimos quatro anos.

Efetivamente trata-se de um período histórico para a nossa freguesia. 

Vejamos:
- Foi o último mandato em cenário de "autonomia" administrativa;
- O executivo da Freguesia governou sem maioria sem que a oposição lhe tivesse "cortado as pernas";
- Foi destituída a mesa da Assembleia e substituída por outra a meio do mandato;
- O público, estranhamente, nas primeiras assembleias, preferiu "dirigir-se" à oposição ao invés de se dirigir ao executivo;
- Os membros do PSD na Assembleia de Freguesia não produziram sequer uma única intervenção ao longo dos quatro anos;
- Foi o mandato de toda a história de Travanca em que a Junta de Freguesia menos investiu pois nem sequer as verbas auferidas da Câmara Municipal para investimento foram usadas para tal;
- O PSD afirmou saber fazer mas não soube "resolver" sendo exemplos concretos o encerramento do posto médico, o não terminar da 1ª fase de alargamento do cemitério e o consumo de eletricidade no edifício sede;
- Foi o mandato em que as associações da freguesia menos foram apoiadas, com corte de verbas mas principalmente com a falta de proximidade e apoio "moral" o que se refletiu numa decadência cultural, desportiva e recreativa (fim da Semana da Juventude, das marchas populares, dificuldades no grande prémio S. Martinho, associações amorfas, etc)
- Os funcionários operativos passaram o mandato quase na integra a limpar valetas quando têm qualidades e competências para mais;
- O PSD reclamou da dívida herdada mas prepara-se para deixar uma divida superior, das maiores da história na transição de mandatos.

Relativamente ao Posto Médico importa esclarecer que o executivo mentiu publicamente afirmando que a junta anterior sabia disso tendo ironicamente se desmentindo a si mesmo com as declarações prestadas na ultima sessão da Assembleia.

O Presidente da Junta de Freguesia cessante apesar de tudo continua a achar que fez um grande mandato, que fez mais obras que o executivo anterior só porque beneficiou 3 ou 4 ruas. 

É certo que o muro na Rua de Santo António, a Rua de Clavel, a Rua do Outeiro e a Rua do Bairro foram intervenções importantes mas numa sociedade moderna continuar a pensar que alcatrão e betão é que definem um bom presidente é somente uma visão redutora e tacanha do real papel de qualquer autarca.

No entanto e porque o mesmo insistentemente acha que deixa mais obra que a junta anterior e que a sua máquina e camiões foram decisivos naquelas ruas a realidade que é visível no terreno é o facto de o anterior executivo e respectivo presidente não tendo máquina nem camiões até executou mais "estradas" que ele!!! Como sejam: Ruas: Manuel da Silva, Estrada Real,  Liberdade, Sr. Alves, Sanfins, Monte de Além,  Igreja,  António Pinho, da Cal, do Alto Carvalhal e Travessas da Cal e do Sobreiral. O alargamento do cemitério, o relvado sintético no polidesportivo, as rampas para deficientes juntamente com a caixa multibanco no edifício da junta, o apoio incondicional à cultura,desporto e recreio, a resolução do Nó da EN224, as passagens de nível da REFER,etc foram marcas deixadas pelo executivo anterior, continuando a não ter máquina nem camiões, e que ficam na história.

Que marcas deixa a última Junta de Freguesia de Freguesia além daquelas 3 ou 4 ruas e uma placa nos balneários do polidesportivo?

Não obstante tudo isto o actual presidente da junta de Travanca apresenta-se como cabeça de lista do PSD à União de Freguesias do Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz algo que se afigura estranho quando o mesmo se lamentou inumeras vezes e em diversos locais afirmando estar "farto" e querer "ir embora" e quando preferia "unir" a Oliveira de Azeméis e disso fez questão de tornar público. Porque será?

Este mandato foi, sem qualquer dúvida,  Histórico! 
Venha o próximo...!



sábado, 29 de junho de 2013

CONCESSÃO DA REDE DE ÁGUA E SANEAMENTO LESIVA DOS INTERESSES DA FREGUESIA



""CONCESSÃO DA REDE DE ÁGUA E SANEAMENTO LESIVA DOS INTERESSES DO MUNICÍPIO
Concessionário ganha 21,6 milhões de euros sem aumentar a rede existente

Numa altura em que muitas das Parcerias Público Privadas são classificadas como ruinosas para o País por não terem acautelado o interesse público, o Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis Hermínio Loureiro apresta-se para entregar à empresa INDÁQUA, a Concessão da Rede de Água e Saneamento, por 30 anos, apesar do parecer da entidade reguladora do sector da água e resíduos (ERSAR) que recomenda ao município Oliveirense “uma adequada ponderação dos interesses do município e respectiva população para todo o prazo da concessão”.
Contextualizando, o atual Presidente da autarquia oliveirense, Hermínio Loureiro, prometeu nas eleições de 2009 dotar, em apenas um mandato, o concelho de uma taxa de cobertura de 100% para as redes de água e saneamento, contra os actuais 69,80% e 42%.
Não cumprindo a promessa eleitoral, o PSD opta pelo modelo de concessão alegando por uma lado que a autarquia está fortemente endividada e não tem recursos financeiros próprios para a execução das redes e que por outro lado existe indefinição sobre a disponibilidade de eventuais fundos comunitários aos quais a autarquia pudesse recorrer. 
Assim sendo, o objetivo da concessão visava o cumprimento das metas do PEAASAR II (95% para a taxa de cobertura da rede de água e 90% para a rede de saneamento) e a proposta apresentada pelo concorrente INDÁQUA apenas prevê atingir no final do seu plano de investimentos taxas de 70,14 % e 42% para a cobertura da rede de água e saneamento, respetivamente. Este facto é por si só, motivo suficiente para que a proposta apresentada fosse rejeitada. 
Ao insistir neste processo, a autarquia Oliveirense entrega a gestão da rede existente à concessionária INDÁQUA que vai lucrar com o negócio mais de 21 milhões de euros, não sendo em momento algum obrigada a aumentar um único metro à rede de água e saneamento actualmente existente. 
Acresce que o parecer da ERSAR, que confirma todas as críticas que os vereadores do PS vinham fazendo a este processo, refere “que o contrato de concessão coloca em causa os pressupostos que estiveram na base da deliberação da Assembleia Municipal que autorizou a concessão, bem como os objectivos definidos no caderno de encargos do concurso”.
Alerta ainda este parecer para o facto de que com as taxas de cobertura constantes da proposta da INDÁQUA, que ficam muito aquém das metas mínimas do PEAASAR II, durante todo o prazo da concessão, estamos perante um cenário preocupante.
Para o PS, a decisão de privatizar as redes de água e saneamento nestes moldes é o maior erro de gestão alguma vez cometido por um executivo camarário oliveirense, que vai prejudicar e afectar seriamente os interesses dos oliveirenses durante as próximas décadas, motivado apenas por meras razões eleitoralistas e para “tentar salvar a face “do Presidente da Câmara Municipal e recandidato Hermínio Loureiro. ""


 Este parecer da ERSAR, sendo obrigatório mas não vinculativo, é taxativo. Mesmo assim a maioria PSD na Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis , COM O PRESIDENTE DA FREGUESIA DE TRAVANCA INCLUIDO,  acaba de aprovar o contrato de concessão que é visado por este mesmo parecer!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Câmara investe 46 mil euros em quadros interactivos para ALGUMAS escolas...

Na sequência dos comunicados publicados recentemente no Jornal Correio de Azeméis, junto republicamos uma noticia, que atesta um dos factos anunciados. A juntar às más condições da escola, em termos de caixilharia, aquecimento, casas de banho... temos agora 'discriminação' em relação aos equipamentos.




Azeméis: Câmara investe 46 mil euros em quadros eletrónicos



A matéria e os exercícios das aulas estão agora disponíveis nos 20 quadros interativos instalados em 15 escolas do 1ºciclo do concelho de Oliveira de Azeméis.

Os textos do programa curricular passaram a ser lidos por vozes de bonecos animados e os exercícios têm cor, som e correção imediata.

A tecnologia consiste na ligação entre três elementos: um PC, um projetor que mostra a imagem no quadro, e o "display" sensível ao toque onde se pode escrever com uma caneta eletrónica, salvar, apagar e partilhar a informação.

O presidente da autarquia explicou hoje que «este é um investimento de 46.000 euros financiado por fundos comunitários, no âmbito do plano de beneficiação da rede escolar de Oliveira de Azeméis».

Para Hermínio Loureiro, «os quadros interativos têm como objetivo dotar as escolas de modernas condições de ensino, que contribuam para um melhor processo de aprendizagem».

«A utilização desta ferramenta oferece aos professores a possibilidade de criarem aulas mais inovadoras e criativas ao mesmo tempo que captam a atenção dos alunos», acrescentou o autarca.

Sandra Martins é uma das professoras que já leciona com recurso aos novos quadros interativos e considera que a mudança introduzida por essa tecnologia «é uma maravilha».

«Com a utilização deste equipamento tenho os alunos mais atentos e motivados», afirmou a docente da EB1 de Casalmarinho, na freguesia de Fajões.

As escolas que agora passam a dispor de novos quadros são a n.º 1 de Oliveira de Azeméis e as EB1 da Alumieira e Areosa, os centros educativos de Azagães, Curval e S. Roque e as EB1 com jardim-de-infância de Carregosa, Faria de Baixo, Picoto, Cesar, Fajões, Macieira de Sarnes, Brejo, Palmaz e Largo da Feira.

A atribuição dos equipamentos resulta de uma candidatura apresentada em 2009 ao programa TEC-Escolas (no âmbito da Operação Norte 2, do Quadro de Referência Estratégica Nacional).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A propósito da visita do PSD a Travanca


Texto publicado na edição de hoje do jornal "Correio de Azeméis"

""Um Travanquense minimamente informado, que acompanha o dia-a-dia da sua freguesia e analise a notícia da visita da CPC do PSD a Travanca, na edição do Correio de Azeméis do dia 12/02/2013, facilmente percebe que não devem estar a “falar” da mesma freguesia. Não podem! Senão vejamos... Passaram-se mais de três anos no actual mandato, pelo que se parecem muitas obras para uma notícia, são muito pouco para tanto tempo e muito pouco para a freguesia, atendendo ao denominado “triângulo virtuoso”, e à alegada capacidade e vontade de quem agora rege os destinos da freguesia. Se a ideia era fazer publicidade a isso, a realidade revela outra coisa.

Vamos a factos:

A inércia da junta de freguesia é latente no facto de ter inúmeros meses de “mensalidades” relativas ao Protocolo de Colaboração Financeira com a CM em atraso. A mesma não executa obras de iniciativa própria que possam justificar essas verbas e assim a CM não as entrega, conforme obriga o mesmo protocolo. A título de exemplo, os alargamentos na Rua do Outeiro foram efectuados pela junta, após pressão e “ensinamento” do PS em Assembleia de Freguesia, no sentido de que as facturas daí decorrentes servissem para atenuar aqueles atrasos, como poderia ser facilmente comprovado pelas actas, se o site da Freguesia estivesse online e minimamente actualizado.

A inércia e falta de saber revela-se em “…pequenas obras que fazem a diferença…”, como sejam a má classificação de facturas na contabilidade da junta, a cobertura da caixa multibanco que nunca mais chega, o tubo do gradeamento do Jardim Infantil que está por repor desde o início do mandato, o lote de blocos de cimento que está há anos junto à Travessa do Sapateiro que em vez de ter sido utilizado na obra a que se destinava e que não foi feita, ou outras, tem sido “subtraído” aos poucos  pelos “amigos do alheio”… etc…etc.

A nível cultural e associativo seria importante que o PSD explicasse o porquê de terem acabado inúmeros eventos que eram imagem de marca em Travanca, como sejam o torneio de futebol, a semana da juventude, o passeio de cicloturismo, as marchas populares, etc… e ainda o porquê de ainda não ter sido aberta a sala de convívio sénior. Bem sabemos que a junta não tem de organizar tudo mas tem papel fundamental no apoio e impulso das colectividades e movimentos de pessoas, algo que não tem acontecido, ao contrário das juntas anteriores lideradas pelo PS que com muito menos apoio da Câmara, que se reflecte financeiramente, não deixavam de incentivar e apoiar as associações e realizações na freguesia.

A irresponsabilidade foi grande ao permitir o encerramento compulsivo do Posto Médico sem garantir qualidade nos cuidados de saúde aos Travanquenses e continua no completo alheamento da (não) evolução da situação.

Em relação às obras visitadas importa esclarecer:

- Rua do Bairro: seria importante que o presidente da junta tenha conseguido do executivo camarário o pagamento do protocolo que permitiu a execução da obra pois foi dessa forma que a CM “transferiu” dívida para a Junta de Freguesia. A obra está feita, mas a CM ainda não a pagou!

- Rua das Arrotas e o seu alargamento: comprometeu-se o PSD em executar a sua pavimentação?

- Polidesportivo: comprometeu-se o PSD em corrigir o estado miserável de conservação a que foi votado quer pela junta quer pela GEDAZ?

 - EB1 do Outeiro: as obras de beneficiação que a notícia refere, foram feitas ainda antes das últimas eleições. A deliberação para colocação do relvado sintético foi tomada pela junta anterior liderada pelo PS, e o actual presidente não a queria executar, situação essa resolvida pela Assembleia de Freguesia. Relativamente às pinturas a expectativa é que o PSD tenha garantido o pagamento do protocolo assinado para esse efeito, pois mais uma vez a Edilidade “transferiu” dívida para a junta. A obra está feita, mas não está paga! Ao presidente da CPC do PSD e vereador do pelouro ficam as questões: para quando a caixilharia nova na escola? Porque é que todas as EB1 tiveram direito a um quadro interactivo e esta não?

O presidente da câmara que “passeia” por inaugurações de obras que são divida da Junta de Freguesia e que aguardam pelo dinheiro da CM é o mesmo presidente que agora protocola e transfere divida para a Junta de Freguesia, relativa a obras da sua competência e é o mesmo que no início do mandato não assumiu outras de igual importância, de compromissos assumidos com o anterior presidente da Edilidade, ficando essa divida a cargo da junta de freguesia. Esperava-se que o presidente da junta tivesse visitado essas obras e reclamado esses protocolos e o seu pagamento!

Esperava-se que o presidente da junta na vez de aceitar a revogação dos protocolos deixados pelo executivo anterior, para obras na Rua da Fonte das Canas e Rua da Fontinha, levasse o PSD a esses mesmos locais para exigir da CM o aumento do valor protocolado e garantir assim a execução das obras!

Esperava-se que a visita tivesse servido para o presidente da junta visitar os locais necessitados e fazer propostas concretas ao executivo camarário, a exemplo do que foi feito pelo PS em visitas anteriores, propostas essas aprovadas por unanimidade, e que resolveriam problemas reais dos Travanquenses.

Em face de tudo isto e muito mais, e contrariamente ao referido na noticia, a oposição tem tido uma postura mais que responsável, responsabilidade essa que se verificou de forma vincada na última assembleia de freguesia de 2012, em que por falta de um elemento do PSD, o orçamento e plano para 2013 poderia ter sido chumbado apenas com os votos dos elementos do PS, mas não foi isso que aconteceu.

O PS de Travanca sempre se disponibilizou para fazer parte das soluções e ajudar o executivo na defesa dos interesses de Travanca e dos Travanquenses, ajuda essa que sempre foi sobranceiramente rejeitada por, seguramente, imposição partidária irresponsável.

Travanca merece mais e melhor!

Travanca por riba!

Nuno Jesus
José Ribeiro
Ana Pereira
Rogério Ribeiro ""